Segundo a rádio Band News FM, a cidade de São Paulo possui apenas 19 bafômetros para controle do consumo alcoolico nos 22 mil km da malha viária que possui. Ainda segundo a reportagem, os traumas - que atingem a maioria jovens, são a segunda causa de morte na cidade, ao lado de câncer. Além disso, 40% dos acidentes de trânsito tem envolvimento de bebidas alcoolicas.
Estas informações nos mostram o quão frágil é o sistema de controle das nossas estradas e das pessoas que passam por elas.
Muito se vê discutindo sobre a venda de bebidas alcoolicas nas estradas, sobre a veiculação de propaganda dessas bebidas e agora se discute a proibição de consumo alcoolico para permissão para se dirigir. Acredito que são discussões válidas, porém me pergunto o que adianta se discutir isto sem se falar da questão do controle e da correção dos infratores.
Não adianta existir a lei se ela não se fizer cumprir. Por isso, é é extremamente importante que se fale e se questione: como se sabe se alguém bebe ou não para dirigir? você já foi abordado por alguém com um bafômetro? Como será "medido" a possível diminuição de consumo nas estradas? pelo número de óbitos?
Não, não acho justo. Não acho que pessoas precisam morrer para se medir o número que sobreviveu, se podemos impedir poupando vidas de uma maneira mais eficaz e com mais respeito ao bem mais gracioso que Deus nos deu: a vida!
terça-feira, 24 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Brasil x Argentina
A nossa seleção nem está merecendo muitos comentários, mas é justamnte por isso que vou comentar...
Não o futebol, para este assunto sugiro www.apitorosa.blogspot.com , mas o fato sa seleção ter se apresentado aqui em BH.
Isso foi muito importante para nossa capital mineira se mostrar ao mundo. Mostrar que tem capacidade de receber grandes e importantes eventos e que tudo não se resume à São Paulo e Rio de Janeiro...
Não o futebol, para este assunto sugiro www.apitorosa.blogspot.com , mas o fato sa seleção ter se apresentado aqui em BH.
Isso foi muito importante para nossa capital mineira se mostrar ao mundo. Mostrar que tem capacidade de receber grandes e importantes eventos e que tudo não se resume à São Paulo e Rio de Janeiro...
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Califórnia libera o casamento gay.
Ontem os jornais on line divulgaram discretamente a liberação do casamento de pessoas do mesmo sexo no estado americano Califórnia. O assunto deveria ter sido mais explorado, tendo em vista a importância do estado, que possui a maior população dos EUA e possui uma grande representatividade mundial.
Homossexualidade sempre é um assunto que gera polêmica, envolve questões religiosas e de direitos humanos. Sendo assim, deveria ser mais explorado e discutido, afinal são pessoas que estão envolvidas, acima de tudo.
No entanto aqui no Brasil, temos o preconceito escondido, um preconceito mascarado, como muito bem descreve o antropólogo Roberto da Matta. Ele diz que o brasileiro tem preconceito de ter preconceito, por isso esse preconceito é invisível, diferente dos norte-americanos, que mostram seus preconceitos de forma direta e formal (o que não deixa de ser terrível).
Muitos acreditam que colocar casais gays nas novelas bastam para fazer com que o assunto seja refletido, no entanto a visibilidade sem discussão e sem cuidado, pode gerar ações contrárias, inclusive de repulsa à essas pessoas. O que é absurdo. Afinal a própria lei diz que todos somos iguais, sendo assim todos nós deveríamos ser respeitados, independente de cor, raça, situação financeira e social, muito menos por opção sexual.
Se todos nós temos o mesmo direito e o mesmo dever – todos pagam impostos, deveríamos também ter o mesmo direito de casar formalmente. E quando um importante estado como a Califórnia autentica esse direito, a imprensa deveria mostrar essa notícia de forma a incentivar a quebra do preconceito e não refletir esse sentimento intríseco e inerente a nosso país, mas que acima de tudo é vergonhoso.
Homossexualidade sempre é um assunto que gera polêmica, envolve questões religiosas e de direitos humanos. Sendo assim, deveria ser mais explorado e discutido, afinal são pessoas que estão envolvidas, acima de tudo.
No entanto aqui no Brasil, temos o preconceito escondido, um preconceito mascarado, como muito bem descreve o antropólogo Roberto da Matta. Ele diz que o brasileiro tem preconceito de ter preconceito, por isso esse preconceito é invisível, diferente dos norte-americanos, que mostram seus preconceitos de forma direta e formal (o que não deixa de ser terrível).
Muitos acreditam que colocar casais gays nas novelas bastam para fazer com que o assunto seja refletido, no entanto a visibilidade sem discussão e sem cuidado, pode gerar ações contrárias, inclusive de repulsa à essas pessoas. O que é absurdo. Afinal a própria lei diz que todos somos iguais, sendo assim todos nós deveríamos ser respeitados, independente de cor, raça, situação financeira e social, muito menos por opção sexual.
Se todos nós temos o mesmo direito e o mesmo dever – todos pagam impostos, deveríamos também ter o mesmo direito de casar formalmente. E quando um importante estado como a Califórnia autentica esse direito, a imprensa deveria mostrar essa notícia de forma a incentivar a quebra do preconceito e não refletir esse sentimento intríseco e inerente a nosso país, mas que acima de tudo é vergonhoso.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Ser jornalista
Sou estudante de comunicação e tento pensar e questionar o papel do jornalista hoje.
Normamelte analiso notícias e dou meu pitaco. Quando quero falar de sentimentos, costumo usar meu outro blog (miescrita.blogspot.com).
Hoje resolvi fazer diferente, simplesmente por quere chamar sua atenção, sim você queestá lendo este texto agora.
Acredito que não apenas os comunicadores precisam se questionar e questionar a mídia, TODOS NÓS devemos fazer isso.
Não peço jamais que concordem comigo, apenas que participem da reflexão do que a mídia representa em nossas vidas?
Quem importância essas análises e opiniões postadas aqui e em tantos outros blog´s representam?
Estamos satisfeitos com as programações à que assistimos? Por que?
Qual o papel do jornalista no cenário de influência midiática? e do meio de comunicação? e do expectador?
Pensemos...............
Normamelte analiso notícias e dou meu pitaco. Quando quero falar de sentimentos, costumo usar meu outro blog (miescrita.blogspot.com).
Hoje resolvi fazer diferente, simplesmente por quere chamar sua atenção, sim você queestá lendo este texto agora.
Acredito que não apenas os comunicadores precisam se questionar e questionar a mídia, TODOS NÓS devemos fazer isso.
Não peço jamais que concordem comigo, apenas que participem da reflexão do que a mídia representa em nossas vidas?
Quem importância essas análises e opiniões postadas aqui e em tantos outros blog´s representam?
Estamos satisfeitos com as programações à que assistimos? Por que?
Qual o papel do jornalista no cenário de influência midiática? e do meio de comunicação? e do expectador?
Pensemos...............
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Imprensa e células tronco
Sou uma leitora de jornais on line e acredito piamente que a Internet pode sim ser suporte de boas matérias, dentro do que este meio suporta.
Desta forma analiso aqui duas matérias sobre o mesmo assunto e de abordagens bastante diferentes. São elas: “Liberação do uso de embriões dá tranqüilidade para pesquisas, dizem cientistas”, por Felipe Maia, disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u406896.shtml e “Supremo libera pesquisas com células-tronco embrionárias’, por Mirella D’elia, disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL583338-5603,00-SUPREMO+LIBERA+PESQUISAS+COM+CELULASTRONCO+EMBRIONARIAS.html.
A primeira, da Folha on-line, mostra as diferentes opiniões sobre o delicado assunto da liberação de pesquisas com células tronco, citemos: “Mas, mesmo na comunidade científica, há quem discorde desses procedimentos. A bioquímica Lenise Garcia, professora do departamento de biologia celular da UnB (Universidade de Brasília), classifica a liberação das pesquisas como "uma derrota para a dignidade humana", em um cenário em que o homem "perde consciência de si mesmo"” e ainda "Precisamos ter estudos em grande escala, para obtermos resultados mais rápidos. Se ficarmos travando [as pesquisas], não vai deslanchar nunca", diz (Sara Saad, professora titular de hematologia e hemoterapia da Unicamp)”.
Já a matéria da Globo on line, apenas mostra as opiniões favoráveis: “Desculpem-me a expressão, mas o destino de todos esses embriões seria o lixo sanitário. Dá-se-lhes, portanto, uma destinação nobre”, sustentou. “Não vejo qualquer ofensa à dignidade humana o uso de pré-embriões inviáveis ou congelados, que não teriam como destino senão um lamentável descarte”, complementou o ministro" (Marco Aurélio Mello).
O jornalismo possui um dever de mostrar as diferentes partes, e não omitir opiniões para gerar entendimento do público de determinada maneira.
Os meios de comunicação influenciam sim, inevitavelmente. Não se trata de negar este fato. No entanto esta influência deve se dar de forma responsável.
Negar pontos de vista diferentes em uma matéria é renegar a função do jornalismo e desrespeitá-lo.
.
Desta forma analiso aqui duas matérias sobre o mesmo assunto e de abordagens bastante diferentes. São elas: “Liberação do uso de embriões dá tranqüilidade para pesquisas, dizem cientistas”, por Felipe Maia, disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u406896.shtml e “Supremo libera pesquisas com células-tronco embrionárias’, por Mirella D’elia, disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL583338-5603,00-SUPREMO+LIBERA+PESQUISAS+COM+CELULASTRONCO+EMBRIONARIAS.html.
A primeira, da Folha on-line, mostra as diferentes opiniões sobre o delicado assunto da liberação de pesquisas com células tronco, citemos: “Mas, mesmo na comunidade científica, há quem discorde desses procedimentos. A bioquímica Lenise Garcia, professora do departamento de biologia celular da UnB (Universidade de Brasília), classifica a liberação das pesquisas como "uma derrota para a dignidade humana", em um cenário em que o homem "perde consciência de si mesmo"” e ainda "Precisamos ter estudos em grande escala, para obtermos resultados mais rápidos. Se ficarmos travando [as pesquisas], não vai deslanchar nunca", diz (Sara Saad, professora titular de hematologia e hemoterapia da Unicamp)”.
Já a matéria da Globo on line, apenas mostra as opiniões favoráveis: “Desculpem-me a expressão, mas o destino de todos esses embriões seria o lixo sanitário. Dá-se-lhes, portanto, uma destinação nobre”, sustentou. “Não vejo qualquer ofensa à dignidade humana o uso de pré-embriões inviáveis ou congelados, que não teriam como destino senão um lamentável descarte”, complementou o ministro" (Marco Aurélio Mello).
O jornalismo possui um dever de mostrar as diferentes partes, e não omitir opiniões para gerar entendimento do público de determinada maneira.
Os meios de comunicação influenciam sim, inevitavelmente. Não se trata de negar este fato. No entanto esta influência deve se dar de forma responsável.
Negar pontos de vista diferentes em uma matéria é renegar a função do jornalismo e desrespeitá-lo.
.
terça-feira, 20 de maio de 2008
a história de Ronaldo
Era uma vez um menino excepcionalmente talentoso para o futebol. Ele
teve rápida ascensão, de craque do seu time para craque da seleção
brasileira, daí pra herói nacional, de herói a símbolo sexual e de
símbolo sexual a garoto propaganda de todos os produtos imagináveis,
associados ou não ao esporte." Foi assim que Maria Rita Kehl, no livro
Videologias, define o início da história de Ronaldo, personagem
reflexo da mídia. Após comentar o status que o jogador adiquire com o
contrato da Nike, a autora lembra outro momento do jogador: " No jogo
decisivo da Copa de 1998, sobrecarregado com o peso do logotipo
milionário em sua camiseta,(...) Ronaldinho não conseguiu envitar que
sua humanidade se manifestasse. (...) Uma outra imagem então, não de
herói e sim de clown, atrapalhado com as próprias pernas, foi
transmitida para o mundo todo, entrando via satélite em milhões de
salas de milhões de fãs confusos." Depois de tudo isso, Ronaldo voltou
a ser aclamado e hoje é novamente vaiado. A travesti envolvida nesse
último escândalo ganhou um filme pornô e Ronaldo se vê novamente
diante de mais um desafio: refazer sua imagem. É possível?
Para mídia tudo é possível, nela tudo acontece na velocidade da luz.
Se for interesse mercadológico, tudo vale a pena. Até o escândalo é
usado, os envolvidos tornam-se produto deles mesmos.É o que diz Kel:
"como se estes sujeitos ditos privilegiados não fossem pobres diabos,
vendedores de força de trabalho, assim comoa maioria de seus fãs" ou
ainda como diz Guy Debord: " O homem cuja vida se banaliza precisa se
fazer representar espetaculamente." Aí entramos na discussão de
Adorno: algo foge da estética de indústria cultural, ou ainda vivemos
apenas no Simulacro, como questiona Baedrillard?
teve rápida ascensão, de craque do seu time para craque da seleção
brasileira, daí pra herói nacional, de herói a símbolo sexual e de
símbolo sexual a garoto propaganda de todos os produtos imagináveis,
associados ou não ao esporte." Foi assim que Maria Rita Kehl, no livro
Videologias, define o início da história de Ronaldo, personagem
reflexo da mídia. Após comentar o status que o jogador adiquire com o
contrato da Nike, a autora lembra outro momento do jogador: " No jogo
decisivo da Copa de 1998, sobrecarregado com o peso do logotipo
milionário em sua camiseta,(...) Ronaldinho não conseguiu envitar que
sua humanidade se manifestasse. (...) Uma outra imagem então, não de
herói e sim de clown, atrapalhado com as próprias pernas, foi
transmitida para o mundo todo, entrando via satélite em milhões de
salas de milhões de fãs confusos." Depois de tudo isso, Ronaldo voltou
a ser aclamado e hoje é novamente vaiado. A travesti envolvida nesse
último escândalo ganhou um filme pornô e Ronaldo se vê novamente
diante de mais um desafio: refazer sua imagem. É possível?
Para mídia tudo é possível, nela tudo acontece na velocidade da luz.
Se for interesse mercadológico, tudo vale a pena. Até o escândalo é
usado, os envolvidos tornam-se produto deles mesmos.É o que diz Kel:
"como se estes sujeitos ditos privilegiados não fossem pobres diabos,
vendedores de força de trabalho, assim comoa maioria de seus fãs" ou
ainda como diz Guy Debord: " O homem cuja vida se banaliza precisa se
fazer representar espetaculamente." Aí entramos na discussão de
Adorno: algo foge da estética de indústria cultural, ou ainda vivemos
apenas no Simulacro, como questiona Baedrillard?
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Propaganda de cerveja: dilema
Várias discussões em torno das propagandas de cerveja: restringir, acabar, fiscalizar, não fazer nada?????
São várias as perguntas e várias as discussões.
Isto é o mais interessante!
Havia tempos que não se via isso!
Discordar e defender pontos de vista faz parte do jornalismo!
É como Alberto Dines citou em seu artigo de hoje, sob título: "Duas ousadias contra
a propaganda de cerveja", no observatório da imprensa:
"Os gestos de independência acontecem no momento em que nossa mídia é novamente criticada pela unissonância e falta de diversidade e servem para lembrar que os caminhos para o bem comum são necessariamente diferenciados e contraditórios."
Tal contradição foi percebida dentro do próprio site do Observatório, quando Marcos Augusto Mesquita Coelho, em 6/5/2008, com seu texto "O péssimo hábito de beber e dirigir" critica o texto de Venício A. de Lima postado no site dia 29/4/2008, com o título de "Cervejas, publicidade e direito à informação". É um conflito de opiniões muito interessante, onde se vê que o Marcos Augusto tem uma posição favorável à propaganda de cerveja e Venício contrária. Então vamos nos juntar a discussão.
Hoje, na rádio Itatiaia, Alexandre Garcia disse que até que fim poderíamos nos ver livres das bundas das propagandas - caso a lei de regulamentação impessa as propagandas de cerveja.
Tá, que as propagandas de cerveja possuem bundas, é verdade, mas eu pergunto só propagandas de cerveja? o que é carnaval, novelas diárias, programas das tardes dominicais, internet, revistas, e etc?
Que propagandas influenciam o consumidor, ok. Se não influeciassem não existiriam. Mas até que ponto as pessoas deixaram de fumar por causa da proibição da sua propaganda?
Até que ponto a influência pela marca de cerveja que vai tomar interfere na decisão irresponsável de dirigir um veículo embriagado?
E eu posso fazer estes questionamentos, por que adoro minha cerveja aos fins de semana, e praticamente nem vejo propaganda de cerveja (quase nunca assisto TV, veículo extremamante utilizado para a divulgação).
Além disso, as pessoas transam mais no carnaval por que existe a propaganda de camisinha, ou a propaganda de camisinha existe por causa do aumento do sexo no carnaval?
A discussão em torno das propagandas de cerveja será que não servem para desviar a atenção da responsabilidade de coibir e punir àqueles que infligem a lei? Eu nunca vi, por exemplo, na prática, o uso de um bafômetro nas estradas, nem em ações de véspera de feriado (e olha que os acidentes são muitos e eu viajo em praticamente todas essas datas).
Discussões como delimitar certo horário para a propaganda de cerveja, é aceitável, mas condená-la é nos chamr, na minha opinião, de burros inconsequentes que vê a propaganda e sai por aí tomando todas e diringindo.
Além do mais tem a conclusão de Marcos Augusto Mesquita Coelho que preciso citar: "Assim, tomando a frase citada no artigo como evidência de que a propaganda aumenta o consumo, diria, ao contrário: o que explica por que um anunciante dá "R$1 milhão a um pagodeiro para anunciar seu produto" é o fato da empresa saber que o dinheiro investido naquela propaganda trará resultado apenas para a sua marca. O que feriria a lógica dos investimentos em propaganda é exatamente o inverso do que lá foi citado: Ninguém daria um tostão para qualquer personalidade figurar em uma campanha de propaganda de seu produto se percebesse que este investimento estivesse servindo para aumentar as vendas também do seu concorrente."
Mas ressalto, não concordem necessariamente comigo, a discussão continua sendo o mais interessante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
São várias as perguntas e várias as discussões.
Isto é o mais interessante!
Havia tempos que não se via isso!
Discordar e defender pontos de vista faz parte do jornalismo!
É como Alberto Dines citou em seu artigo de hoje, sob título: "Duas ousadias contra
a propaganda de cerveja", no observatório da imprensa:
"Os gestos de independência acontecem no momento em que nossa mídia é novamente criticada pela unissonância e falta de diversidade e servem para lembrar que os caminhos para o bem comum são necessariamente diferenciados e contraditórios."
Tal contradição foi percebida dentro do próprio site do Observatório, quando Marcos Augusto Mesquita Coelho, em 6/5/2008, com seu texto "O péssimo hábito de beber e dirigir" critica o texto de Venício A. de Lima postado no site dia 29/4/2008, com o título de "Cervejas, publicidade e direito à informação". É um conflito de opiniões muito interessante, onde se vê que o Marcos Augusto tem uma posição favorável à propaganda de cerveja e Venício contrária. Então vamos nos juntar a discussão.
Hoje, na rádio Itatiaia, Alexandre Garcia disse que até que fim poderíamos nos ver livres das bundas das propagandas - caso a lei de regulamentação impessa as propagandas de cerveja.
Tá, que as propagandas de cerveja possuem bundas, é verdade, mas eu pergunto só propagandas de cerveja? o que é carnaval, novelas diárias, programas das tardes dominicais, internet, revistas, e etc?
Que propagandas influenciam o consumidor, ok. Se não influeciassem não existiriam. Mas até que ponto as pessoas deixaram de fumar por causa da proibição da sua propaganda?
Até que ponto a influência pela marca de cerveja que vai tomar interfere na decisão irresponsável de dirigir um veículo embriagado?
E eu posso fazer estes questionamentos, por que adoro minha cerveja aos fins de semana, e praticamente nem vejo propaganda de cerveja (quase nunca assisto TV, veículo extremamante utilizado para a divulgação).
Além disso, as pessoas transam mais no carnaval por que existe a propaganda de camisinha, ou a propaganda de camisinha existe por causa do aumento do sexo no carnaval?
A discussão em torno das propagandas de cerveja será que não servem para desviar a atenção da responsabilidade de coibir e punir àqueles que infligem a lei? Eu nunca vi, por exemplo, na prática, o uso de um bafômetro nas estradas, nem em ações de véspera de feriado (e olha que os acidentes são muitos e eu viajo em praticamente todas essas datas).
Discussões como delimitar certo horário para a propaganda de cerveja, é aceitável, mas condená-la é nos chamr, na minha opinião, de burros inconsequentes que vê a propaganda e sai por aí tomando todas e diringindo.
Além do mais tem a conclusão de Marcos Augusto Mesquita Coelho que preciso citar: "Assim, tomando a frase citada no artigo como evidência de que a propaganda aumenta o consumo, diria, ao contrário: o que explica por que um anunciante dá "R$1 milhão a um pagodeiro para anunciar seu produto" é o fato da empresa saber que o dinheiro investido naquela propaganda trará resultado apenas para a sua marca. O que feriria a lógica dos investimentos em propaganda é exatamente o inverso do que lá foi citado: Ninguém daria um tostão para qualquer personalidade figurar em uma campanha de propaganda de seu produto se percebesse que este investimento estivesse servindo para aumentar as vendas também do seu concorrente."
Mas ressalto, não concordem necessariamente comigo, a discussão continua sendo o mais interessante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)
