As liminares contra a Lei Seca concedidas em São Paulo e em Minas
geraram matérias na mídia contra e em favor de tal fato.
No último dia 22, lemos:" Um advogado recebeu liminarmente uma ordem
de salvo-conduto caso se negue ao teste do bafômetro em abordagem
policial. Com isso, não será obrigado a comparecer a repartição
policial, não será efetuada multa, não lhe será imposta penalidade
administrativa de suspensão do direito de dirigir e tampouco terá seu
veículo apreendido", no site
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/74733/tj-ac-desembargadora-expede-liminar-contra-lei-seca-para-advogado-de-minas.
No dia seguinte, temos a matéria do jornal "Hoje Em Dia" disponível no
site da Associação Brasileira dos Restaurantes, disponível em
http://www.abrasel.com.br/index.php/atualidade/item/4661/. Nesta
matéria há uma citação do advogado que conseguiu a liminar em Minas
Gerais: "A minha intenção não é sair dirigindo embriagado, já que eu
não tenho este hábito, mas provocar uma discussão sobre as falhas na
Lei Seca", disse Leonardo Costa Ferreira de Melo. Se este foi
realmente o objetivo do advogado, ele conseguiu em parte.
Vários veículos de comunicação discutiram o fato da liminar concedida,
mas poucos discutiram o teor da lei. As matérias que circulam na
internet, de uma maneira geral ou condena a juíza que deu a liminar ou
o próprio advogado que a pediu. No entanto pouco se leu a respeito das
brechas que a Lei Seca (assim como tantas outras) possui. E quando
houve uma análise, os veículos de comunicação mostraram apenas um lado
da história, é o que acontece na matéria já citada do "Jornal Hoje em
Dia", onde se apresenta as lacunas da lei e procura-se argumentar que
por isso ela é falha: "Na ação, Leonardo alega que a liminar
preventiva é para garantir o seu direito de ir e vir. Para ele, além
de draconiana, "a lei é desastrada, injusta, inútil". Em suas
alegações, o advogado criticou o excessivo rigor da norma e as
arbitrariedades de sua aplicação", na matéria temos ainda:
"Desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) têm
posições distintas sobre a legalidade da Lei Seca. Seis pessoas
entraram com o mesmo pedido feito pelo advogado Leonardo Costa e
tiveram as liminares negadas esta semana. Outras cinco ações pedindo a
suspensão da legislação para motoristas de Belo Horizonte estão sendo
analisadas".
As informações são interessantes para uma reflexão sobre o assunto, no
entanto em nehum momento foi mencionado o lado positivo da aplicação
da lei e a redução de acidentes que ela gerou, por exemplo.
Mais uma vez, percebemos um jornalismo parcial.
A minha intensão aqui é discutir o jornalismo nesta situação delicada
e importante.
é essencial que em situações delicadas como essas, sejam mostrados as
dificuldades na definição de uma lei que não haja como escapar dela,
as consequências deste fato e as opiniões contrárias ou não as
diversas situações que envolvem este fato. Ou seja, os jornais
deveriam mostrar em uma mesma matéria a opinião do advogado e da
juiíza que expediu a liminar, bem como àqueles que elaboraram a lei e
seus defensores, além dos cidadãos. Portanto, todos os lados deveriam
ser ouvidos, e isso mais uma vez não aconteceu.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
LEI SECA
A imprensa tem mostrado os bons resultados da Lei Seca quanto a diminuição de acidentes.
Até aí tudo bem. Louvável até, tanto o fato de se cobrir isso quanto o fato da dimnuição dos acidentes. Sinal que está surgindo efeito..
porém ninguém discute como está sendo feito essa fiscalização, tendo em vista a infra-estrutura policial que o país possui.
Eu me pergunto, como?
Até aí tudo bem. Louvável até, tanto o fato de se cobrir isso quanto o fato da dimnuição dos acidentes. Sinal que está surgindo efeito..
porém ninguém discute como está sendo feito essa fiscalização, tendo em vista a infra-estrutura policial que o país possui.
Eu me pergunto, como?
domingo, 6 de julho de 2008
Rubinho subiu ao pódio
Nossa... Rubinho no pódio...
Desculpe mas é no mínimo estranha a cena... Afinal desde 2005, quando ele ainda corria pela Ferrari.
Mais estranho ainda é a cena de declaração com o Filho. Calma, explico.
Ele tem todo direito de sentir e expor suas emoções, como quiser... é um direito dele.
Mas para um terceiro lugar a comemoração foi intensa demais...
É talvez eu que esteja amarga... afinal ele não sentia este gostinho à alguns anos...
Desculpe mas é no mínimo estranha a cena... Afinal desde 2005, quando ele ainda corria pela Ferrari.
Mais estranho ainda é a cena de declaração com o Filho. Calma, explico.
Ele tem todo direito de sentir e expor suas emoções, como quiser... é um direito dele.
Mas para um terceiro lugar a comemoração foi intensa demais...
É talvez eu que esteja amarga... afinal ele não sentia este gostinho à alguns anos...
terça-feira, 24 de junho de 2008
ESTRADA E BEBIDAS ALCÓOLICAS
Segundo a rádio Band News FM, a cidade de São Paulo possui apenas 19 bafômetros para controle do consumo alcoolico nos 22 mil km da malha viária que possui. Ainda segundo a reportagem, os traumas - que atingem a maioria jovens, são a segunda causa de morte na cidade, ao lado de câncer. Além disso, 40% dos acidentes de trânsito tem envolvimento de bebidas alcoolicas.
Estas informações nos mostram o quão frágil é o sistema de controle das nossas estradas e das pessoas que passam por elas.
Muito se vê discutindo sobre a venda de bebidas alcoolicas nas estradas, sobre a veiculação de propaganda dessas bebidas e agora se discute a proibição de consumo alcoolico para permissão para se dirigir. Acredito que são discussões válidas, porém me pergunto o que adianta se discutir isto sem se falar da questão do controle e da correção dos infratores.
Não adianta existir a lei se ela não se fizer cumprir. Por isso, é é extremamente importante que se fale e se questione: como se sabe se alguém bebe ou não para dirigir? você já foi abordado por alguém com um bafômetro? Como será "medido" a possível diminuição de consumo nas estradas? pelo número de óbitos?
Não, não acho justo. Não acho que pessoas precisam morrer para se medir o número que sobreviveu, se podemos impedir poupando vidas de uma maneira mais eficaz e com mais respeito ao bem mais gracioso que Deus nos deu: a vida!
Estas informações nos mostram o quão frágil é o sistema de controle das nossas estradas e das pessoas que passam por elas.
Muito se vê discutindo sobre a venda de bebidas alcoolicas nas estradas, sobre a veiculação de propaganda dessas bebidas e agora se discute a proibição de consumo alcoolico para permissão para se dirigir. Acredito que são discussões válidas, porém me pergunto o que adianta se discutir isto sem se falar da questão do controle e da correção dos infratores.
Não adianta existir a lei se ela não se fizer cumprir. Por isso, é é extremamente importante que se fale e se questione: como se sabe se alguém bebe ou não para dirigir? você já foi abordado por alguém com um bafômetro? Como será "medido" a possível diminuição de consumo nas estradas? pelo número de óbitos?
Não, não acho justo. Não acho que pessoas precisam morrer para se medir o número que sobreviveu, se podemos impedir poupando vidas de uma maneira mais eficaz e com mais respeito ao bem mais gracioso que Deus nos deu: a vida!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Brasil x Argentina
A nossa seleção nem está merecendo muitos comentários, mas é justamnte por isso que vou comentar...
Não o futebol, para este assunto sugiro www.apitorosa.blogspot.com , mas o fato sa seleção ter se apresentado aqui em BH.
Isso foi muito importante para nossa capital mineira se mostrar ao mundo. Mostrar que tem capacidade de receber grandes e importantes eventos e que tudo não se resume à São Paulo e Rio de Janeiro...
Não o futebol, para este assunto sugiro www.apitorosa.blogspot.com , mas o fato sa seleção ter se apresentado aqui em BH.
Isso foi muito importante para nossa capital mineira se mostrar ao mundo. Mostrar que tem capacidade de receber grandes e importantes eventos e que tudo não se resume à São Paulo e Rio de Janeiro...
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Califórnia libera o casamento gay.
Ontem os jornais on line divulgaram discretamente a liberação do casamento de pessoas do mesmo sexo no estado americano Califórnia. O assunto deveria ter sido mais explorado, tendo em vista a importância do estado, que possui a maior população dos EUA e possui uma grande representatividade mundial.
Homossexualidade sempre é um assunto que gera polêmica, envolve questões religiosas e de direitos humanos. Sendo assim, deveria ser mais explorado e discutido, afinal são pessoas que estão envolvidas, acima de tudo.
No entanto aqui no Brasil, temos o preconceito escondido, um preconceito mascarado, como muito bem descreve o antropólogo Roberto da Matta. Ele diz que o brasileiro tem preconceito de ter preconceito, por isso esse preconceito é invisível, diferente dos norte-americanos, que mostram seus preconceitos de forma direta e formal (o que não deixa de ser terrível).
Muitos acreditam que colocar casais gays nas novelas bastam para fazer com que o assunto seja refletido, no entanto a visibilidade sem discussão e sem cuidado, pode gerar ações contrárias, inclusive de repulsa à essas pessoas. O que é absurdo. Afinal a própria lei diz que todos somos iguais, sendo assim todos nós deveríamos ser respeitados, independente de cor, raça, situação financeira e social, muito menos por opção sexual.
Se todos nós temos o mesmo direito e o mesmo dever – todos pagam impostos, deveríamos também ter o mesmo direito de casar formalmente. E quando um importante estado como a Califórnia autentica esse direito, a imprensa deveria mostrar essa notícia de forma a incentivar a quebra do preconceito e não refletir esse sentimento intríseco e inerente a nosso país, mas que acima de tudo é vergonhoso.
Homossexualidade sempre é um assunto que gera polêmica, envolve questões religiosas e de direitos humanos. Sendo assim, deveria ser mais explorado e discutido, afinal são pessoas que estão envolvidas, acima de tudo.
No entanto aqui no Brasil, temos o preconceito escondido, um preconceito mascarado, como muito bem descreve o antropólogo Roberto da Matta. Ele diz que o brasileiro tem preconceito de ter preconceito, por isso esse preconceito é invisível, diferente dos norte-americanos, que mostram seus preconceitos de forma direta e formal (o que não deixa de ser terrível).
Muitos acreditam que colocar casais gays nas novelas bastam para fazer com que o assunto seja refletido, no entanto a visibilidade sem discussão e sem cuidado, pode gerar ações contrárias, inclusive de repulsa à essas pessoas. O que é absurdo. Afinal a própria lei diz que todos somos iguais, sendo assim todos nós deveríamos ser respeitados, independente de cor, raça, situação financeira e social, muito menos por opção sexual.
Se todos nós temos o mesmo direito e o mesmo dever – todos pagam impostos, deveríamos também ter o mesmo direito de casar formalmente. E quando um importante estado como a Califórnia autentica esse direito, a imprensa deveria mostrar essa notícia de forma a incentivar a quebra do preconceito e não refletir esse sentimento intríseco e inerente a nosso país, mas que acima de tudo é vergonhoso.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Ser jornalista
Sou estudante de comunicação e tento pensar e questionar o papel do jornalista hoje.
Normamelte analiso notícias e dou meu pitaco. Quando quero falar de sentimentos, costumo usar meu outro blog (miescrita.blogspot.com).
Hoje resolvi fazer diferente, simplesmente por quere chamar sua atenção, sim você queestá lendo este texto agora.
Acredito que não apenas os comunicadores precisam se questionar e questionar a mídia, TODOS NÓS devemos fazer isso.
Não peço jamais que concordem comigo, apenas que participem da reflexão do que a mídia representa em nossas vidas?
Quem importância essas análises e opiniões postadas aqui e em tantos outros blog´s representam?
Estamos satisfeitos com as programações à que assistimos? Por que?
Qual o papel do jornalista no cenário de influência midiática? e do meio de comunicação? e do expectador?
Pensemos...............
Normamelte analiso notícias e dou meu pitaco. Quando quero falar de sentimentos, costumo usar meu outro blog (miescrita.blogspot.com).
Hoje resolvi fazer diferente, simplesmente por quere chamar sua atenção, sim você queestá lendo este texto agora.
Acredito que não apenas os comunicadores precisam se questionar e questionar a mídia, TODOS NÓS devemos fazer isso.
Não peço jamais que concordem comigo, apenas que participem da reflexão do que a mídia representa em nossas vidas?
Quem importância essas análises e opiniões postadas aqui e em tantos outros blog´s representam?
Estamos satisfeitos com as programações à que assistimos? Por que?
Qual o papel do jornalista no cenário de influência midiática? e do meio de comunicação? e do expectador?
Pensemos...............
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