Várias discussões em torno das propagandas de cerveja: restringir, acabar, fiscalizar, não fazer nada?????
São várias as perguntas e várias as discussões.
Isto é o mais interessante!
Havia tempos que não se via isso!
Discordar e defender pontos de vista faz parte do jornalismo!
É como Alberto Dines citou em seu artigo de hoje, sob título: "Duas ousadias contra
a propaganda de cerveja", no observatório da imprensa:
"Os gestos de independência acontecem no momento em que nossa mídia é novamente criticada pela unissonância e falta de diversidade e servem para lembrar que os caminhos para o bem comum são necessariamente diferenciados e contraditórios."
Tal contradição foi percebida dentro do próprio site do Observatório, quando Marcos Augusto Mesquita Coelho, em 6/5/2008, com seu texto "O péssimo hábito de beber e dirigir" critica o texto de Venício A. de Lima postado no site dia 29/4/2008, com o título de "Cervejas, publicidade e direito à informação". É um conflito de opiniões muito interessante, onde se vê que o Marcos Augusto tem uma posição favorável à propaganda de cerveja e Venício contrária. Então vamos nos juntar a discussão.
Hoje, na rádio Itatiaia, Alexandre Garcia disse que até que fim poderíamos nos ver livres das bundas das propagandas - caso a lei de regulamentação impessa as propagandas de cerveja.
Tá, que as propagandas de cerveja possuem bundas, é verdade, mas eu pergunto só propagandas de cerveja? o que é carnaval, novelas diárias, programas das tardes dominicais, internet, revistas, e etc?
Que propagandas influenciam o consumidor, ok. Se não influeciassem não existiriam. Mas até que ponto as pessoas deixaram de fumar por causa da proibição da sua propaganda?
Até que ponto a influência pela marca de cerveja que vai tomar interfere na decisão irresponsável de dirigir um veículo embriagado?
E eu posso fazer estes questionamentos, por que adoro minha cerveja aos fins de semana, e praticamente nem vejo propaganda de cerveja (quase nunca assisto TV, veículo extremamante utilizado para a divulgação).
Além disso, as pessoas transam mais no carnaval por que existe a propaganda de camisinha, ou a propaganda de camisinha existe por causa do aumento do sexo no carnaval?
A discussão em torno das propagandas de cerveja será que não servem para desviar a atenção da responsabilidade de coibir e punir àqueles que infligem a lei? Eu nunca vi, por exemplo, na prática, o uso de um bafômetro nas estradas, nem em ações de véspera de feriado (e olha que os acidentes são muitos e eu viajo em praticamente todas essas datas).
Discussões como delimitar certo horário para a propaganda de cerveja, é aceitável, mas condená-la é nos chamr, na minha opinião, de burros inconsequentes que vê a propaganda e sai por aí tomando todas e diringindo.
Além do mais tem a conclusão de Marcos Augusto Mesquita Coelho que preciso citar: "Assim, tomando a frase citada no artigo como evidência de que a propaganda aumenta o consumo, diria, ao contrário: o que explica por que um anunciante dá "R$1 milhão a um pagodeiro para anunciar seu produto" é o fato da empresa saber que o dinheiro investido naquela propaganda trará resultado apenas para a sua marca. O que feriria a lógica dos investimentos em propaganda é exatamente o inverso do que lá foi citado: Ninguém daria um tostão para qualquer personalidade figurar em uma campanha de propaganda de seu produto se percebesse que este investimento estivesse servindo para aumentar as vendas também do seu concorrente."
Mas ressalto, não concordem necessariamente comigo, a discussão continua sendo o mais interessante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
veja como é a veja
Depois da capa "foram eles", sobre o tão comentado caso Isabela, a Veja colcou na capa desta semana Ronaldo, por causa do tão falado caso com os travestis...
é imprensão minha, mas não existe mais corrupção, BNDES, cartões corporativos, ... Sangsugas, mensalão (o que era isso mesmo?)...
E João Hélio,lembra? (quem????)
Índio Galdino então, nem preciso perguntar...
Ah... E eu ainda comento aqui...
é imprensão minha, mas não existe mais corrupção, BNDES, cartões corporativos, ... Sangsugas, mensalão (o que era isso mesmo?)...
E João Hélio,lembra? (quem????)
Índio Galdino então, nem preciso perguntar...
Ah... E eu ainda comento aqui...
domingo, 4 de maio de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
CANSEI
NÃO TENHO FORÇAS PRA DIZER...
ODEIO AS CAPAS DA VEJA...
E A PROPÓSITO: O QUE ACONTECE POR ESSES DIAS, DEPOIS DA MORTE DE ISABELLA? QTOS POR CENTO QUE O IBOPE SUBIU MESMO?
O QUE ME INTERESSA SABER QUE CHEGARAM MANTIMENTOS NA CASA DA FAMÍLIA NARDONI?
ODEIO AS CAPAS DA VEJA...
E A PROPÓSITO: O QUE ACONTECE POR ESSES DIAS, DEPOIS DA MORTE DE ISABELLA? QTOS POR CENTO QUE O IBOPE SUBIU MESMO?
O QUE ME INTERESSA SABER QUE CHEGARAM MANTIMENTOS NA CASA DA FAMÍLIA NARDONI?
terça-feira, 15 de abril de 2008
Pasárgada
Em homenagem à Ju, em seu comentário super pertinente, posto aqui o poema que inspirou o nome da operação que prendeu, e já soltou e fala em prender de novo vários prefeitos, a maioria mineiros (depois aindam duvidam que o mensalão começou aqui)...
Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90
Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90
quarta-feira, 9 de abril de 2008
G1 e o caso dos prefeitos
A matéria do caso da "operação Pasárgada" que prendeu 14 prefeitos do Brasil, desses 12 são mineiros e 2 baianos, não mereceu hoje, link da primeira página da Globo.com, que deu espaço para comunicar aos leitores o acúmulo da Mega Sena.
Na página do G1, lá em baixo, vc encontra uma matéria, que nos conta que o suposto esquema pode ter fraudado nada menos que 200 milhões de reais. A Polícia Federal apreendeu na ação R$ 1,3 milhão, US$ 20 mil, dois aviões e 36 automóveis. Mas a mega sena acumulada em 8,5 milhões, talvez seja mais importante.
A operação busca desvendar o esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo a reportagem, que conta com informações da PF, um juiz federal, nove advogados, quatro procuradores municipais, quatro funcionários do Judiciário, um gerente da Caixa Econômica Federal e um lobista, também foram detidos. Porém isso não é o suficiente para ser critério de noticiabilidade de primeira página.
E eu pergunto: cadê o jornalismo?
Na página do G1, lá em baixo, vc encontra uma matéria, que nos conta que o suposto esquema pode ter fraudado nada menos que 200 milhões de reais. A Polícia Federal apreendeu na ação R$ 1,3 milhão, US$ 20 mil, dois aviões e 36 automóveis. Mas a mega sena acumulada em 8,5 milhões, talvez seja mais importante.
A operação busca desvendar o esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo a reportagem, que conta com informações da PF, um juiz federal, nove advogados, quatro procuradores municipais, quatro funcionários do Judiciário, um gerente da Caixa Econômica Federal e um lobista, também foram detidos. Porém isso não é o suficiente para ser critério de noticiabilidade de primeira página.
E eu pergunto: cadê o jornalismo?
sexta-feira, 4 de abril de 2008
caso Isabella
O caso da criança que teria sido jogada do 6° andar do prédio, no dia 29,em São Paulo, é extremamente delicado e deve ser tratado pela imprensa como tal.
é preciso muita cautela para não aguçar suspeitas e fazer com que a população se vire contra determinados suspeitos. Corre-se o risco de acontecer como no caso dos proprietários de uma escola infantil acusados de abuso sexual de alunos, que foram julgados e condenados pela população, mas depois das investigações inocentados pela polícia.
Também não estou aqui dizendo que cilano ou fulano é inocente.
Trata-se apenas de bom senso, já que o próprio promotor diz que "que qualquer conclusão (sobre o caso) é precipitada”, como informa o G1.
Espera-se portanto, que a imprensa abaixe as lonas e dexem o circo para outro momento. A hora é de seriedade.
é preciso muita cautela para não aguçar suspeitas e fazer com que a população se vire contra determinados suspeitos. Corre-se o risco de acontecer como no caso dos proprietários de uma escola infantil acusados de abuso sexual de alunos, que foram julgados e condenados pela população, mas depois das investigações inocentados pela polícia.
Também não estou aqui dizendo que cilano ou fulano é inocente.
Trata-se apenas de bom senso, já que o próprio promotor diz que "que qualquer conclusão (sobre o caso) é precipitada”, como informa o G1.
Espera-se portanto, que a imprensa abaixe as lonas e dexem o circo para outro momento. A hora é de seriedade.
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